Em meados do mês de setembro e outubro todos os anos na Pirlimpimpim as Pitangueiras recebem um colorido especial, bolinhas verdes, amarelas, alaranjadas, vermelhas, roxas e muitos matizes entre estas cores. São as pitangas que começam a amadurecer e provocam furor entre as crianças.

As frutas convidam as crianças a contemplar e desafiar-se. Contemplam  a transformação das cores e degustam os sabores. A colheita desafia os corpos a ir mais alto. É preciso escalar as árvores para continuar a comer pitangas maduras. Gosto, prazer, desafio se misturam em uma experiência que provoca.

Em 2019, nesta época, meio às experiências no pátio, as crianças da turma do Jardim, ao narrarem seus conhecimentos sobre as cores e sabores das pitangas, descrevem a passagem do tempo observando as pitangueiras da escola.

“A pitanga muito amarela não é boa para comer, é amarga. Depois vem a que é laranja, que tá amadurecendo, ficando boa. Tem a vermelha que é quase madura, essa se que quiser pode comer. A roxa fica no limite, gostosa para comer, todo mundo prefere essa. Por última ela fica preta, elas passam do limite, ficam mais no alto, é difícil de pegar e tem um gosto estranho, meio ruim, de estragada.”
Lucas, 5 anos

O tempo ganha vida no papel

Ao narrarem espontaneamente o amadurecimento das pitangas as crianças encontram uma forma de tornar a passagem do tempo visível. Foram convidadas a transpor para o papel suas percepções e dar forma aos seus pensamentos e compartilhar seus saberes. Esta experiência provoca muitos diálogos e evoca conhecimentos construídos no dia a dia, nas vivencias cotidianas e revelam a potência da infância em sua capacidade de observar e narrar o mundo. 

“As roxas e vermelhas são as melhores para comer. Elas têm um tamanho e uma cor que dizem que estão prontas para comer.” Antonella 5a11m
“Fiz a pitanga roxa e vermelha, essas eu como. Eu gosto das docinhas. A verde, amarela e laranja não são maduras.” Maria Rosa 4a8m

“A pitanga cresceu!” Francisco 5a6m
“O sol também ajuda as pitangas a ficarem madurinhas.” Carmela  5a7m
“As verdes a gente não colhe, deixa na árvore pra depois ficar madura.” Valentina 5a7m

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