Como vocês já sabem, a Turma do Maternal tem uma visitante muito especial, nos últimos tempos: uma pequena Tartaruga de verdade, que chegou aqui e alegrou muito a criançada, que queriam saber tudo sobre ela, a observavam, e a acompanhavam de um lado a outro da sala, quando a professora a soltava no chão, para passear.

Só que a pobre coitada ainda não tinha nome e começou a se incomodar com aquilo, como não sabia falar a linguagem das crianças, mandou uma cartinha no final de semana para todas as casas, assim os papais e as mamães poderiam ajudar com a leitura:

 

Porto Alegre, 05 de abril de 2013

 Olá Famílias

 Eu sou a tartaruga que anima os dias de seus filhos na escola, despertando a cada dia mais interesse, curiosidade.

Às vezes, deixo alguns colegas do maternal até com medo… quando tento sair da minha casa, para dar umas voltinhas no chão da escola.

Queria muito pedir a ajuda de vocês, para junto de seus filhos ajudar a escolher um nome bem bonito para mim, pois não aguento mais ser chamada de “tartaruga pra lá”, “tartaruga pra cá”.

 Meus amiguinhos da Pirlimpimpim já deram algumas ideias… mandem mais algumas, por favor?!!

 Olhem os nomes que já foram sugeridos…

 Moranguinho, Tacha, Pablo, Mel e Relâmpago Maquim;

 Então envio hoje este pedido, para que enviem mais sugestões até semana que vem, segunda-feira, dia 08 de abril, para que depois, possamos escolher meu nome.

 Desde já agradeço a ajuda!

Dona Tartaruga

E assim, na segunda-feira a Dona Tartaruga foi suspreendida com muitas sugestões de nomes, todos foram levados para votação. O nome Mel se destacou na preferencia, pois ainda durante a votação, as próprias crianças já não se referiam a Dona Tartaruga desta forma, e sim a chamavam de Mel.

Aqui, o projeto já tomava forma, já tinha nome, “Vida de Tartaruga” e a Dona Tartaruga, já se chamava Mel. Partiram então para o trabalho, acompanhando o dia a dia da Mel, foram encontrando respostas para algumas das suas perguntas, como por exemplo, do que ela se alimentava, que era mais ágil na natação, do que na caminhada, que fazia coco e que também usava o casco como esconderijo.

A esperta, quando se cansa de tanta algazarra, entra para dentro do casco e lá ela fica.